
São Bernardo conquistou um importante reconhecimento nacional na área de saneamento básico. De acordo com o estudo Perdas de Água 2026, divulgado pelo Instituto Trata Brasil com base em dados de 2024 do Sistema Nacional de Informações em Saneamento Básico (Sinisa), o município ocupa a 7ª posição entre as 100 cidades mais populosas do país com os menores índices de perdas na distribuição de água.
Com índice de apenas 18,25%, São Bernardo apresenta desempenho muito superior à média nacional, que é de 39,53%, além de já superar a meta de 25% estabelecida pelo Marco Legal do Saneamento para ser alcançada até 2033. O resultado coloca a cidade entre as 20 brasileiras com mais de 100 mil habitantes que atingiram níveis considerados de excelência na gestão dos recursos hídricos.
O desempenho é fruto de uma política contínua de investimentos em infraestrutura, modernização dos sistemas e adoção de novas tecnologias para identificar e combater perdas. Entre 2024 e 2025, a Sabesp destinou cerca de R$ 35,8 milhões para ações voltadas à redução do desperdício no município.
Além de São Bernardo, outras cidades atendidas pela companhia também figuram entre as mais eficientes do país, como Suzano, que lidera o ranking, Santos, Taubaté, Franca e São Paulo. Ao todo, seis municípios operados pela Sabesp estão entre os 20 melhores colocados no levantamento nacional.
Segundo a diretora-executiva de Operação e Manutenção da Sabesp, Débora Longo, a redução de perdas é uma das prioridades da companhia. Ela destaca que os resultados são consequência de uma estratégia que alia investimentos, inovação tecnológica e inteligência operacional para ampliar a eficiência dos serviços e garantir maior segurança hídrica à população.
Entre as iniciativas adotadas estão o uso de imagens de satélite associadas à inteligência artificial para detectar vazamentos subterrâneos não visíveis, veículos equipados com sensores inteligentes para monitoramento da rede em tempo real, válvulas automatizadas que regulam a pressão da água e sistemas de manobra remota que agilizam o atendimento a ocorrências.
Na capital paulista, a modernização também inclui a substituição gradual dos hidrômetros convencionais por equipamentos inteligentes conectados à internet, ampliando a capacidade de monitoramento e a identificação precoce de vazamentos.
As perdas nos sistemas de abastecimento são classificadas em dois grupos. As chamadas perdas reais ou físicas ocorrem principalmente por vazamentos ao longo da rede de distribuição. Já as perdas aparentes ou não físicas estão relacionadas ao consumo não registrado, causado por fraudes, furtos de água ou falhas na medição dos hidrômetros.
O resultado alcançado por São Bernardo reforça o compromisso da cidade com a eficiência na gestão dos recursos hídricos e demonstra a importância dos investimentos em tecnologia e infraestrutura para garantir o uso sustentável da água e a melhoria dos serviços prestados à população.


















