Foto: Divulgação / PMSCS

A Casa do Artesão de São Caetano do Sul, espaço colaborativo que comercializa peças produzidas por artesãos da cidade, viveu uma semana especial, celebrando os 25 anos de existência.

A programação de aniversário, que se encerrou neste sábado (15/8), incluiu oficinas gratuitas de artesanato, um café comemorativo e homenagens a pessoas que dedicaram tempo e talento para que a Casa do Artesão se tornasse um dos principais polos de economia criativa de São Caetano do Sul.

Foto: Divulgação / PMSCS

A programação começou na segunda-feira, dia 10, com uma oficina de serigrafia (também chamada de silk screen). O serigrafista e arte-educador Filipe da Costa explicou às participantes a técnica, destacando a possibilidade de impressão de imagens em diferentes plataformas, como papel e tecido. Marilda Maciel, artesã especializada em costura criativa, interessou-se no potencial da técnica para a ornamentação de tecidos. A artesã Marli Dompieri espera usar serigrafia em madeira. Arquiteta, há cerca de dois anos Marli trabalhava na área de logística, quando decidiu se dedicar ao artesanato: “Foi a coisa mais gostosa que fiz até agora na minha vida”.

No decorrer da semana, outras técnicas foram ensinadas, em oficinas ministradas por especialistas: mosaico, por Amanda Rodrigues na quarta-feira; crochê por Daniela Gimenez, na quinta; bijuteria na sexta-feira, com Tetê Porto Rocha e oficina de macramê no sábado, ministrada por Maria Cesarina.

HOMENAGENS

A terça-feira, 11 de agosto, dia da fundação da Casa do Artesão, foi de festa e homenagens, com a presença da primeira-dama do município, Renata Galati, e de artesãos integrantes da Casa.

A coordenadora Ana Paula Rocha agradeceu a presença de todos e fez um agradecimento especial a participantes “que ajudaram a construir a história da Casa do Artesão”, começando por Terezinha Porto Rocha, ex-presidente da Manuartes (Associação de Trabalhadores e Autônomos em Atividades Artesanais, Artes Manuais, Similiares e Conexas de São Caetano do Sul) que hoje continua como diretora. “Estar na Casa do Artesão é minha alegria. Se eu puder fico aqui o dia todo”, diz a artesã especialista em trabalhos com pedrarias.

Foram homenageados também artesãs veteranas, como Maria Petri Sartorello – aos 101 anos de idade, a mais idosa integrante da Casa do Artesão. “Ela representa a força do artesanato na cidade”, destacou Ana Paula. “Tenho sido artesã a vida inteira, hoje me dedico aos bordados”, informou Maria Petri, com simplicidade.

Representando os homens dedicados ao artesanato, uma minoria, Décio Caparroz também teve o seu talento e dedicação reconhecidos, como um dos fundadores da Casa do Artesão e da Feira de Artesanato no Espaço Verde Chico Mendes. “Desde menino gosto de mexer em madeira. Faço brinquedos e peças em madeira entalhada”.

Foto: Divulgação / PMSCS

Foi homenageada, ainda, a servidora pública Sueli Bimbachi, que, com empenho pessoal e criatividade, ajudou a contornar os obstáculos que surgiram nos primeiros tempos.  Sueli ainda se lembra, por exemplo, da instalação da Casa no prédio doado pela Prefeitura, na rua Pará: “A Prefeitura cedeu o espaço, mas não tínhamos nenhum móvel onde expor as peças de artesanato. Tive a ideia de procurar móveis antigos da Prefeitura, destinados à doação. E no grupo de artesãos encontramos um senhor que fazia trabalhos de pátina. Ele recuperou diversos móveis, gratuitamente, que serviram também para divulgar o seu trabalho”, conta Sueli.

Hoje, a Casa do Artesão chega às Bodas de Prata como um espaço consolidado de economia criativa em São Caetano e cultiva sonhos de expansão. E a atual presidente, Amanda Rodrigues, que já atuava há uma década como artesã do local, sempre envolvida nos eventos como voluntária, já está pensando em projetos para o futuro. “Queremos ampliar a visibilidade do nosso trabalho”.