
O Salão de Exposições do Paço Municipal de Santo André recebe até o dia 12 de setembro a mostra “O peso das pequenas coisas – Pequenos formatos do acervo artístico de Santo André”. A abertura acontece neste sábado (8), das 14h às 18h. Inédita na cidade, a exposição gratuita é composta por obras do acervo artístico de Santo André, mas que atendem ao recorte escolhido para esta mostra: obras de dimensões menores, porém com uma carga de mensagem e conteúdos imensos. São 47 artistas participantes, alguns presentes com mais de um trabalho.
A ideia dessa exposição é provocar o visitante, levando-o a reflexões importantes sobre o peso, ou o impacto, da arte na vida das pessoas, tendo como divisor de águas a pandemia de Covid-19, período em que o consumo de arte foi fundamental para o enfrentamento ao isolamento forçado que o coronavírus suscitou.

Segundo o encarregado do Acervo Artístico, Nilo de Almeida, o nome da mostra já tem objetivo de propor uma reflexão, pois levanta questões como “Qual o tamanho da arte? Será que existe alguma dimensão mínima onde a arte deve caber? Ou seria ela uma criação que dispensa esse tipo de definição, pois extrapola na mensagem, no conteúdo, qualquer que seja seu tamanho?”.
“Uma coisa que quisemos também mostrar com essa seleção de obras é a diversidade de origem do acervo. A maioria das peças é formada por obras premiadas no Salão de Arte Contemporânea Luiz Sacilotto, que acontece anualmente, premiando alguns artistas com a aquisição de obras a cada edição. Também vem das bienais de gravura já realizadas em Santo André, das doações de artistas que foram contemplados pela Lei Aldir Blanc na cidade”, explica Nilo.
O encarregado do acervo acrescenta que a exposição possibilita mostrar um pouco da produção dos artistas de Santo André e da região do ABC. ”Trabalhamos com um arco de tempo que vai de 1968 até os dias atuais. Procuramos abranger técnicas diversas, como gravura, fotografia, gravura, pintura, sempre no sentido de mostrar ao público uma experiência de diversidade tanto criativa quanto de pesquisa dos artistas”, diz Almeida.
Como exemplos do que pode ser encontrado na mostra, Nilo de Almeida cita o trabalho de Jeff Mendes, artista do Rio de Janeiro, que em seu trabalho aborda a violência ligada ao racismo com uma pintura apresentada num formato instalativo, ocupando uma parede sozinha na exposição. Ele cita também a artista Ana Elisa Batista, com a obra O Livro das Escalas, que discute a questão do tamanho e a relatividade de sua percepção.
Segundo Nilo de Almeida. também é importante observar a presença de artistas do ABC, em especial de Santo André, como Edvânia Rego, Sandra Cinto, Marcia Rosenberger, Tony Gonzagto e Sheila Ayo.


















