Serão 39 dias de oportunidades para aquecer principalmente o varejo alimentar

O brasileiro deve dar uma pausa na contenção de gastos e ousar um pouco mais nas compras durante os meses de junho e julho. O motivo para tanto é positivo: acompanhar com amigos e a família os jogos da Copa do Mundo.

No varejo, vão para o banco de reserva a preocupação com os juros altos, o endividamento das famílias e a inflação e entra em campo a esperança de recuperar, em parte, o movimento tímido dos primeiros meses do ano. 

Para o especialista em varejo e vendas, Diego Maia, a temporada traz um forte apelo afetivo e emocional para o consumidor, que temporariamente esquece as dificuldades, capricha no cardápio e investe na ambientação da casa para acompanhar o campeonato.

“Itens até então considerados supérfluos, como carnes para churrasco, bebidas alcoólicas, além de snacks de preparo rápido em micro-ondas e air fryer devem puxar as vendas no período”, prevê o especialista.

A percepção de Diego é confirmada por um levantamento da Scanntech, cuja expectativa é de um crescimento de 4,7% no faturamento dos supermercados e de um aumento de 8,3% no fluxo de clientes na véspera dos jogos do Brasil. Ainda conforme o estudo da empresa, o tíquete médio do consumidor deve subir 69% nas duas horas que antecedem as partidas.

“Mas nem só de comida vive o torcedor! Decoração para a casa, como bandeiras do Brasil, bandeirinhas de festa junina e bexigas, além de vestuário e acessórios pessoais, também devem alavancar o resultado das lojas”, reforça Diego.

Diante desse cenário, marcas e varejistas que se comunicarem melhor com o público no ambiente digital, seja por meio de criação de conteúdo com a temática ‘Copa’, seja por promoções, são as que performarão melhor. 

Um estudo conduzido pela Data-Makers aponta que 54% dos brasileiros assistirão a Copa numa jornada multiplataforma, ou seja, utilizando várias telas ao mesmo tempo, o que aumenta as chances de vender inclusive enquanto a seleção estiver em campo. 

“Para não marcar gol contra, o lojista também precisa manter um sortimento de produtos alinhado às missões de compra, focar no abastecimento e na entrega para não sofrer com a alta demanda em horários críticos”, finaliza Diego Maia.

Com preparação antecipada e estratégia, só resta torcer pelo Brasil, para que a animação dos consumidores se prolongue até a final. A economia agradece!!!