
O Grupo de Apoio à Adoção Anjos da Guarda realiza neste sábado (5), das 13h às 16h, em São Bernardo do Campo (SP), uma reunião gratuita para discutir a realidade de crianças e adolescentes negros que vivem em Casas de Acolhimento. O encontro terá a participação da assistente social Izabel Damasceno, graduanda em Psicologia e coordenadora de uma Casa de Acolhimento para crianças e adolescentes.
Realizada mensalmente, a iniciativa reúne pretendentes à adoção, famílias, profissionais e pessoas interessadas no tema para discutir aspectos que envolvem a adoção e a convivência familiar. Os encontros abordam questões como construção de vínculos, adaptação familiar, adoção tardia, grupos de irmãos, preconceito, parentalidade adotiva e os desafios relacionados à chegada de uma criança ou adolescente à nova família.
Nesta edição, o debate será direcionado às experiências e especificidades de crianças e adolescentes negros que estão em acolhimento institucional. A proposta é ampliar a compreensão sobre os impactos do racismo, a importância da preservação da identidade e da história de vida e os desafios enfrentados durante o processo de acolhimento e adoção.
Para Maria Angélica Amarante dos Anjos, coordenadora do Grupo de Apoio à Adoção Anjos da Guarda, discutir essas questões é fundamental para uma adoção mais consciente e para a garantia dos direitos de crianças e adolescentes.
“Nossos encontros são espaços de acolhimento, informação e troca de experiências. Neste mês, trouxemos este tema porque acreditamos que é fundamental ampliar o olhar para a realidade das crianças e adolescentes negros que estão nas Casas de Acolhimento e discutir caminhos para que seus direitos, sua identidade e sua história sejam respeitados e valorizados”, afirma.
Além de informar e preparar os participantes para os diferentes aspectos da adoção, o encontro busca estimular a troca de experiências entre famílias, pretendentes, profissionais e integrantes da rede de proteção à infância. A expectativa é contribuir para uma reflexão mais ampla sobre os desafios do acolhimento e a importância de garantir às crianças e aos adolescentes o direito à convivência familiar e comunitária, respeitando suas histórias, identidades e características.



















