Espaço garante contato direto com as aves. Foto: Divulgação
Espaço garante contato direto com as aves. Foto: Divulgação

Os primeiros meses de 2021 são os melhores para quem quer praticar observação de aves, conhecido também como birdwatching. E o Parque das Aves, em Foz do Iguaçu, é um dos melhores lugares do mundo para quem quer conhecer uma rica diversidade de aves da floresta da Mata Atlântica.

O Parque concentra cerca de 1.500 aves de 150 espécies, a maioria da Mata Atlântica, algumas muito raras, outras ameaçadas de extinção, e mais da metade resgatada de tráfico e maus-tratos.

Com câmeras, binóculos e olhares curiosos, os visitantes podem acompanhar as aves interagindo entre elas e com o ambiente. E nessa época, as aves estão mais ativas e exibidas. Isso porque o verão e a primavera são normalmente os períodos de reprodução da maioria das espécies, e o colorido da estação convida todos a saírem da toca.

De acordo com a CEO do Parque das Aves, Carmel Croukamp, o birdwatching é opção de ecoturismo por todo o Brasil pelo fato de se situar em uma zona privilegiada, onde a diversidade biológica é gigantesca e com singular riqueza natural.

“O Parque das Aves se destaca pela pluralidade de centenas de espécies da Mata Atlântica. As pessoas gostam de observar e fotografar as aves, e a atividade tem crescido com a popularização das câmeras digitais, redes sociais e sites colaborativos. Então venham passarinhar”, convida.

Carmel acrescenta ainda que é possível conciliar a biodiversidade em meio à presença humana e que o turismo de observação de aves abre um leque de possibilidades de geração de renda, ao mesmo tempo em que promove a conscientização ambiental e ampara o uso sustentado dos recursos naturais.

Arara Caninde é uma das aves do Parque. Fotos: Divulgação
Arara Caninde é uma das aves do Parque. Fotos: Divulgação

Cantos da Mata

Do imponente piar de um enorme gavião-real ao modesto som produzido por um pequeno periquito. Do gutural grito das araras na hora da comida à bela melodia dos cantos dos sabiás no alvorecer da região da tríplice fronteira, observar as aves é uma excelente oportunidade para redescobrir a Mata Atlântica e uma paisagem sonora única que só neste bioma é possível saber.

Alguns observadores conhecem as aves só pelo som, como o estridente canto das arapongas. Já as entonações dramáticas do corrupião, que consegue imitar as vocalizações e o cantos de outros pássaros, só com muito treino para conseguir identificar.

As primeiras horas da manhã e o final da tarde são os horários de maior atividade das aves. Entretanto, algumas espécies têm hábitos diferenciados, como as corujas, por exemplo, então procure saber os horários e as épocas do ano de maior atividade de cada uma.

“Traga sua câmera, registre esse momento e mostre ao mundo as belezas da Mata Atlântica. E não esqueça de nos marcar nas postagens das redes sociais”, finaliza Carmel.

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