Por DANIEL LIMA – capitalsocial.com.br


Amanhã comemorarei os primeiros 60 dias de minha nova vida, demarcada pelo impacto no rosto, à queima-roupa, atingido que fui por um tiro de revólver 38. O criminoso está preso preventivamente. Além de assassino covarde também é assassino mentiroso. Tão mentiroso como sua mulher Letícia Galera e dois ou três funcionários do pet shop de São Bernardo, a 300 metros de minha casa. Eles fizeram de um crime covarde alucinógenos depoimentos no inquérito policial. São todos da mesma laia de bandidos que sonegam a verdade dos fatos. São farinhas do mesmo saco de indecências.  

Tomei duas decisões no hospital e em seguida em convalescença domiciliar: agradeceria a cada instante ao Poderoso pelo milagre de estar vivo e sem sequelas neurológicas, e procuraria esquecer o quanto possível a violência de meu agressor. Impossível cumprir a segunda parte. Ageu Galera e sua trupe de mentirosos precisam ser desmascarados. Eles sonegaram vergonhosamente os fatos no inquérito policial. Narraram histórias conflitantes e asquerosas.  

Mais um pouco me transformariam em bandido, se já não o conseguiram no papel de patéticos contraventores. O enredo da verdade é simples e foi integralmente gravado pelos dispositivos tecnológicos que o assassino Ageu Galera surrupiou antes de fugir. Fui covardemente assassinado. Estou vivo, mas o assassinato intencional tem peso semelhante ao assassinato não consumado. Fique a mercê de um assassino implacável como Ageu Galera e chegará à mesma conclusão.  

Lista de sequelas  

Para que os leitores entendam a extensão daquela covardia, faço breve lista dos problemas físicos e emocionais com os quais convivo há exatamente 59 dias. Não os lastimo no dia a dia. Coloquei na alça de mira do positivismo emocional a sobrevivência com qualidade de vida gradualmente recuperada a cada dia em que o sol nasce.  

Estou longe de atingir qualquer resquício de flerte com a grandeza do perdão a meu agressor. Meu agressor, sua mulher e dois ou três funcionários covardes, devidamente treinados pelo defensor nomeado, fizeram da verdade gato e sapato. E não suporto o auto silêncio covarde de quem aceitaria passivamente a instauração de uma tragédia moral chamada mentira. 

Então, notem a lista de complicações neste momento em que me preparo para comemorar 60 dias de vida. Sim, farei amanhã 60 dias de vida, segundo depreendo das declarações de especialistas no assunto, médicos do Hospital São Bernardo que me atenderam durante 10 dias, e do médico particular Walter Hamachi, que ainda nestes dias me presta cuidados especiais, juntamente com a enfermeira Sandra Cristina. Veja a lista:  

 Dificuldades para deglutição de alimentos, depois de 20 dias impossibilitado de mastigação. Laringe e faringe ainda ressecadas ou chamuscadas pelo impacto do projétil não dão plena vazão alimentar. Perdi o prazer de desfrutar de vários alimentos. Uma bacalhoada, como a do final de semana, é um martírio. Cada garfada lembrava um estupro. Um burger preparado com esmero pelo meu filho Dino é um desafio à musculatura bucal e ao drible na língua avariada.  

 Arcada dentária direita inferior largamente destruída e ainda impossibilitada de passar por reparos. A pandemia da Covid é um risco que não compensaria a pressa.  

 Inchaço permanente de glândula carótida por conta dos estragos dentários, com consequente inchaço do lado direito do rosto. 

 Espécie de bola de gude esponjosa e permanente na arcada dentária destruída por conta do impacto do projétil que também atingiu gengiva e língua. Também há resistência à temperatura quente de alimentos.   

 Dores permanentes nos ombros e no pescoço, exigindo o uso de medicamentos para movimentos como o dedilhar do teclado do computador.   

 Medicamento contínuo para atenuar o impacto do projétil no organismo, sobretudo na próstata, que ganhou dimensões anormais. 

 Incômodos permanentes provocados pelo alojamento do projétil na região do pescoço, a poucos milímetros de uma artéria vital. A retirada cirúrgica não se dará antes de dois meses.   

 Distúrbios emocionais que alteram o que chamaria de fuso horário. Durmo antes das nove horas da noite e acordo por volta das três da manhã.  

 Sono atribulado provocado pela imagem implacável de gritar ao meu agressor “você vai me matar”? e ele, implacável, apertando o gatilho.  

Perdoar seria demais 

Com tudo isso a dar conta sem que qualquer pensamento negativo me consuma, porque insisto em dizer a cada instante a mim mesmo que nada superará jamais o agradecimento por estar vivo e em condições de continuar a contribuir com a manutenção de minha família, com tudo isso, entretanto, não posso me permitir qualquer iniciativa de perdoar um assassino e sua trupe de mentirosos.  

Fiz questão de mostrar ontem aos leitores de CapitalSocial (apenas aos que recebem diariamente boletins de informações no aplicativo WhatsApp) detalhes oficiais da ação criminosa de Ageu Galera. Reproduzi duas fotos e a conclusão do laudo da perícia técnica do Instituto de Criminalística de São Bernardo. O material prova cientificamente a ação do criminoso ao levar embora a gravação dos fatos que agora, com sua trupe, tenta subverter com mentiras.  

Prova das provas  

As imagens gravadas provam o enredo verdadeiro. Se o crime do pet shop necessitasse de uma prova das provas para ganhar veracidade, a retirada do disco de gravação da verdade é suficiente para a condenação do assassino que usa de mentira. Como a trupe que o segue na tentativa desesperada de atenuar a pena.  

Descobri, lamentavelmente, que estou muito distante de um processo de reorganização espiritual, ao qual também passei a me dedicar. Não tenho capacidade de perdoar meu assassino. É impossível. Em circunstâncias normais, de arrependimento e confissão do crime, faria de tudo para não contribuir com o agravamento do crime. Mas é demais mesmo a cristão candidato à canonização qualquer gesto ante a torpeza moral de relatos combinados para retirar a verdade dos fatos.  

Quase sessenta dias depois, o que tenho como promessa de verdade aos os leitores é que não vou descansar um minuto sequer para ajudar a sociedade a não ter alguém passando pelo que passei e passo por causa desse assassino implacável. Vou abastecer o quanto possível as autoridades judiciais para manter aprisionado esse bandido perigosíssimo. Repito: bandido perigosíssimo. Tanto por conta de meu assassinato, quanto de outros incidentes nos quais se meteu sempre com truculência.  

O caso de Indaiatuba, onde foi afastado das funções de guarda municipal, será relatado aqui nos próximos dias. Outros casos, de relacionamento em alguns lugares que costumava frequentar, caminham na mesma direção. Ageu Galera é um assassino que precisa permanecer afastado do convívio social. E está levando para o buraco uma jovem esposa que, lamentavelmente, juntou-se a ele na configuração de uma narrativa delituosa, injuriosa e pecaminosa.   

Criminoso implacável  

Ageu Galera é sim um criminoso que não merece contemplação. Tê-lo preso é uma tranquilidade para todos, especialmente ao alvo de sua fúria, este jornalista, travestido naquele primeiro de fevereiro de tutor de duas cachorras que só precisavam de duas horas para a tosa e o banho a fim de retornarem para casa. Foram quatro horas de um trabalho incompleto. E que mereceram uma reclamação diplomática que as câmaras do circuito interno provarão se o criminoso tiver a coragem de devolver o dispositivo às autoridades policiais.  

Ageu Galera desceu a escada com a arma em punho. E a 50 centímetros de distância atirou sem piedade. Caí dois metros atrás. Ensanguentado e certo de que não teria mais vida a viver. Estou vivo e não vou descansar um só instante para que o cumprimento da pena preventiva seja a preliminar de longa prisão sentencial.  

Se como jornalista comprei muitas brigas mais que justas, lutando contra versões fraudulentas de informações interesseiras, e mesmo em casos policiais fraudulentos, por que haveria de negar fogo justamente a mim mesmo?  

Ageu Galera é um assassino que precisa ser punido com os rigores da lei. Ageu Galera e sua mulher Letícia Galera formam uma dupla de mentirosos contumazes. Ageu Galera, Letícia Galera e dois ou três funcionários são uma quadrilha de assassinos da verdade. Canalhas, mil vezes! 

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