
O Programa de Residência Médica em Medicina de Família e Comunidade de São Bernardo foi contemplado com seis bolsas de residência custeadas pelo Ministério da Saúde. A cidade se inscreveu em edital aberto pela pasta e conquistou as seis bolsas do tipo R3, que vai qualificar os residentes para Gestão e Preceptoria. As bolsas contam com suplementação financeira paga pelo município e são importantes para introduzir os estudantes na prática clínica, explica a coordenadora do programa, Bárbara Barreiros.
“Os residentes têm também um importante papel de apoio no desenvolvimento de projetos de gestão dos departamentos da Secretaria de Saúde, muitos são pesquisadores, atualizados em evidências científicas, é um processo de muito ganho para o sistema de saúde municipal e para o SUS (Sistema Único de Saúde)”, explica a coordenadora.
São Bernardo conta com nove programas de residência médica em diferentes especialidades e em fevereiro deste ano 137 estudantes vão se formar. “Receber a bolsa do Ministério da Saúde ajuda na questão dos recursos, é claro, mas principalmente, aumenta a nossa capacidade de formar os residentes. No tipo R3, os residentes treinam os estudantes que estão no primeiro ou segundo ano da residência, e esse processo é importante para a qualificação do aprendizado e da prática médica como um todo”, complementa Bárbara.
Os programas de residência médica de São Bernardo são considerados referência nacional. Em junho de 2025, o Programa de Residência Médica em Medicina de Família e Comunidade da cidade levou para o 18º Congresso Brasileiro de Medicina de Família e Comunidade, em Manaus, 10 oficinas e rodas de conversa. O projeto de São Bernardo foi representado por 18 médicos residentes, sendo três R3 (residentes do terceiro ano), seis R2 (residentes do segundo ano) e nove R1 (residentes do primeiro ano). Além dos 18 residentes, a delegação da cidade também contou com 14 preceptores/coordenadores.
O secretário de Saúde de São Bernardo, Dr. Jean Gorinchteyn, destaca que o ensino e a pesquisa são pilares importantes do SUS (Sistema Único de Saúde). “Quando nossos equipamentos se tornam campos de estágios, campos de residência, estamos fortalecendo esses pilares e os reflexos são muito positivos para o atendimento e para a rede de saúde”, concluiu.

















