O Carnaval é um período marcado por festas, viagens e grande circulação de pessoas e, por isso, exige atenção redobrada com a saúde. A combinação de aglomerações, altas temperaturas, mudanças na rotina alimentar e maior exposição ao sol favorece o aumento de diversas doenças típicas desta época do ano.
De acordo com o clínico geral Valdir Russo, do Hospital Santa Casa de Mauá, as ocorrências mais frequentes envolvem viroses gastrointestinais, infecções respiratórias, infecções sexualmente transmissíveis (ISTs) e quadros de desidratação. “Durante o Carnaval, a exposição a ambientes cheios, o calor intenso e alterações na rotina de alimentação e sono contribuem para o aumento de infecções e do mal-estar geral. Medidas simples de prevenção reduzem significativamente esses riscos”, explica o médico.
As viroses gastrointestinais costumam estar associadas ao consumo de alimentos mal conservados ou água contaminada, enquanto infecções respiratórias se disseminam com maior facilidade em locais fechados e pouco ventilados. Também merece atenção o aumento de ISTs quando não há o uso de preservativos nas relações sexuais.
Outro problema recorrente no período é a mononucleose infecciosa, conhecida como doença do beijo, transmitida principalmente pela saliva, seja pelo contato direto entre pessoas ou pelo compartilhamento de copos, garrafas e utensílios.

Além das infecções, aumentam também os riscos relacionados ao calor, como insolação, desidratação, queda da pressão arterial e exaustão térmica, especialmente entre pessoas que permanecem longos períodos expostas ao sol sem hidratação adequada. Alergias cutâneas causadas por cosméticos, maquiagens não apropriadas e glitter irregular também são frequentes, assim como pequenas infecções de pele decorrentes de ferimentos superficiais.
Para reduzir os riscos durante a folia, o médico recomenda algumas medidas como manter hidratação constante, consumir alimentos de procedência confiável, utilizar protetor solar e reaplicá-lo ao longo do dia, evitar compartilhar copos e garrafas, higienizar as mãos com frequência e usar preservativos em todas as relações sexuais. Também é importante respeitar os limites do corpo, evitando excesso de bebidas alcoólicas e manter períodos adequados de descanso.
Caso surjam sintomas como febre persistente, dor de garganta intensa, vômitos ou diarreia prolongada, manchas na pele, ínguas, tontura ou sinais de desidratação, a orientação é procurar atendimento médico para avaliação adequada.
O Hospital Santa Casa de Mauá está localizado na Avenida Dom José Gaspar, 1374 – Vila Assis – Mauá – fone (11) 2198-8300. https://santacasamaua.org.br/ .

















