Doença afeta mais de 2 milhões de mulheres por ano. Foto: Divulgação
Doença afeta mais de 2 milhões de mulheres por ano. Foto: Divulgação

A endometriose é uma doença complicada que afeta cerca de 10% de pessoas com útero e em idade fértil.  O Endométrio é o tecido que envolve a parte interna do útero que o deixa preparado para receber a gestação quando há a fecundação. Quando não há a fecundação do óvulo durante o período fértil da mulher, não ocorre a gravidez.

Desta maneira, o corpo elimina, pela menstruação, esse endométrio que estava preparado e aumentado de tamanho para receber o embrião. Quando essa descamação ocorre de maneira errada, o tecido pode subir ao invés de descer e se alojar perto das trompas, útero e ovários, causando inúmeros problemas para as mulheres como fortes cólicas no período menstrual, dores durante a relação sexual e dificuldade para engravidar. Veja abaixo alguns mitos e verdades sobre a doença explicados pelo ginecologista e obstetra, Domingos Mantelli:

Representação de um útero com endometriose. Foto: Divulgação

A endometriose é uma cólica menstrual forte?

Mito. A cólica é um dos sintomas da endometriose, muitas mulheres têm cólicas intensas antes, durante e depois da menstruação. Além das cólicas, a endometriose pode causar dor para urinar, dor pélvica crônica, dor nas costas, nas pernas e nos ombros. ⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀
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A endometriose é uma doença genética?

Talvez. Se a mãe ou a irmã de uma mulher possui a doença, ela tem o risco de desenvolver a doença. ⠀⠀⠀⠀⠀


Não é possível reverter a doença?

Mito. A endometriose não tem cura, mas pode ser superada com tratamento clínico, controlando os sintomas com medicamentos, ou cirúrgico, removendo as lesões profundas.

O uso prolongado de anticoncepcionais pode “mascarar” a doença?

Verdade. Quando contínuo, o uso de pílula anticoncepcional pode encobrir a existência da endometriose. Afinal, anticoncepcionais muitas vezes são indicados como tratamento e controle dos sintomas.