Encontro no Centro Histórico Literário Ricardo Nardelli reuniu colaboradores para agradecimento e divulgação do catálogo de olarias, com versões acessíveis do livro Foto: Ryan Hanada

A arqueóloga Angélica Moreira da Silva apresentou, na manhã desta quarta-feira (21), os resultados finais do projeto “Tijoloteca” em Ribeirão Pires. O encontro, realizado no Centro Histórico Literário Ricardo Nardelli (CHL), reuniu pessoas que colaboraram com a iniciativa ao longo de sua execução. Além de agradecer aos participantes e apoiadores, a arqueóloga mostrou as três versões do livro-catálogo produzido pelo projeto, incluindo edições acessíveis voltadas a pessoas com deficiência visual.

O projeto “Tijoloteca: catálogo de tijolos antigos sob a guarda de museus e instituições culturais paulistas” chegou a uma nova etapa em Ribeirão Pires com a apresentação oficial de seus resultados. Durante o encontro no CHL, Angélica Moreira da Silva destacou a importância da colaboração local para o sucesso da pesquisa e para a preservação da memória urbana da cidade.

A arqueóloga apresentou três versões do livro que reúne o catálogo das olarias pesquisadas. A publicação conta com uma versão padrão, uma edição 100% em braile e uma terceira versão com fonte ampliada, pensada para pessoas com dificuldades de visão, esta última ainda em fase de desenvolvimento. O material reforça o compromisso do projeto com a acessibilidade e a democratização do conhecimento histórico.

Foto: Ryan Hanada

Durante a apresentação, também foi ressaltado o papel do Centro Histórico Literário Ricardo Nardelli como espaço de guarda e difusão da memória local. Em sua fala, uma historiadora ligada ao CHL enfatizou que a preservação da história de Ribeirão Pires passa diretamente pela valorização de seus acervos. “Manter a memória da cidade viva, organizada e acessível por meio do CHL é fundamental para que as futuras gerações compreendam sua identidade e trajetória”, destacou.

O projeto “Tijoloteca” abrange ainda outras cidades paulistas, como Araraquara, Tatuí, São Simão, Campinas e Cruzeiro. Os tijolos analisados são catalogados, medidos, fotografados e digitalizados, compondo um acervo público que será disponibilizado em plataformas digitais, com imagens em 3D e desenhos técnicos.