Cidade obteve média 225,8 no 5º ano e ficou com o primeiro lugar entre os 10 maiores municípios do Estado, aqueles com mais de 500 mil habitantes Foto: Johnn Menezes/PMSBC

A primeira colocação do 5º ano do Ensino Fundamental de São Bernardo no Saresp 2025, entre as 10 maiores cidades do Estado (acima de 500 mil habitantes), é reflexo das ações da Secretaria de Educação, do trabalho desenvolvido por gestores das unidades, por professores e alunos em sala de aula e o envolvimento de pais e responsáveis. A avaliação é de educadores e de pais de alunos que participaram da avaliação, ajudaram o município a alcançar a maior média da história em proficiência em Matemática e Língua Portuguesa e avançaram para o 6º ano em 2026. Para os educadores, alcançar a média 225,8 na avaliação externa anual da educação básica paulista é “motivo de muito orgulho”.

Professores apontam também o esforço coletivo realizado para recomposição da aprendizagem, prejudicada nos dois anos de pandemia da Covid-19, que impactou sobretudo alunos do 1º e 2º anos, que estavam em fase de alfabetização. Vale lembrar que a cidade obteve média 221,95 em 2023, número que caiu para 220,35 em 2024 e agora saltou para 225,8. Ou seja, os números mostram que os esforços da gestão do prefeito Marcelo Lima para melhorar a qualidade do ensino na rede municipal colaboraram para o avanço no ensino/aprendizagem dos mais de 70 mil alunos da rede. 

A professora Luciana Troilo, há 20 anos na rede municipal e desde 2010 à frente de turmas do 5º ano na EMEB Júlio de Grammont, avalia que o impacto do período de dois anos de isolamento social ficou visível na volta às salas de aula, o que culminou nos resultados de 2023 e 2024 do Saresp. Para ela, o resultado de 2025 é um reconhecimento ao trabalho realizado na rede municipal como um todo, ao empenho e à dedicação dos profissionais que atuam diretamente com os alunos no dia a dia, e que buscam formação continuada a fim de garantir mais qualidade de ensino.

“Esse resultado é motivo de muito orgulho pela nota, mas também de muito orgulho da nossa dedicação, da parceria com os colegas, com a Secretaria, com a preocupação de todos pela melhoria do ensino, da parceria com os pais, porque a escola não se faz sozinha, mas com todo esse trabalho coletivo”, pontuou. “A gente sabe o que passou no período de pandemia, que não foi fácil para ninguém, mas na educação teve um impacto muito grande, e naquele momento pudemos sentir a importância que é o professor na vida de um ser humano. O olhar individualizado, o atendimento presencial, do olho no olho, essa comunicação mesmo, o tanto que é essencial”, analisou Luciana. 

Foto: Johnn Menezes/PMSBC

“E a prova maior disso chegou agora, com esse resultado no Saresp. É fruto de muita dedicação mesmo, porque acho que a nossa área é de dedicação, de compromisso com o educar e busca contínua por formação, o que é uma preocupação da Secretaria e de todos os profissionais. Houve avanço na rede toda e é resultado do empenho de todos, inclusive da secretaria e dos professores, porque cada um tem um papel, o seu pedacinho para cuidar”, completou.

PALAVRA DE MÃE – Quem também usou a palavra orgulho para falar sobre o resultado do Saresp foi Célia Ribeiro Castro, mãe de Angelo Ribeiro, que estava em uma das turmas do 5º ano na EMEB Júlio de Grammont e participou da avaliação de 2025. Segundo ela, o menino, que agora cursa o 6º ano em unidade particular, sempre gostou da escola e de estudar, mas teve como retaguarda na rede municipal um ensino de qualidade, que o tem ajudado na adaptação e no acompanhamento dos conteúdos na nova escola. 

Perguntada sobre o que significa para os pais a média alcançada por São Bernardo no Saresp 2025, ela disse que sente “orgulho da dedicação das crianças e dos professores.” Para ela, São Bernardo tem uma educação de qualidade, “que vai dar às nossas crianças um futuro muito competitivo, em pé de igualdade com as crianças das escolas particulares.”

“É justo que as crianças da rede pública possam competir em condições de igualdade. Meu filho fala que quer ser engenheiro de software, e sei que ele vai conseguir, porque teve uma boa base, uma boa educação no Ensino Fundamental. Então, isso deixa a gente mais seguro sobre o futuro dele. E bastante orgulhosos desse resultado que o município alcançou no Saresp, fruto de um ensino estruturado, porque a Secretaria de Educação organizou, no decorrer de 2025, ações estruturantes de avaliação, de currículo, que fizeram a gente conseguir esse bom resultado”, comentou Célia.

GRATA SURPRESA – Gislene Gutierrez Galo de Souza está na rede municipal há 13 anos, 10 dos quais na EMEB Júlio de Grammont, agora como professora do 4º ano. Até 2025 ela esteve à frente de turmas do 5º ano, ou seja, fez parte do quadro de educadores da rede municipal com participação ativa na formação final dos alunos do Fundamental I, aqueles que ajudaram a garantir a melhor nota de São Bernardo na avaliação estadual. Pega de surpresa com a notícia do resultado, Gislene não conteve algumas lágrimas. 

Foto: Johnn Menezes/PMSBC

Logo em seguida a docente foi abraçada pelas crianças do 4º ano, o que também surpreende porque estão convivendo com ela há cerca de 20 dias. Ao lado dela estava Viviane Lucy de Castro Lopes, também professora de 5º ano na EMEB. “Nossa, estou muito feliz com esse resultado. Emocionada mesmo, porque nem sabia disso.”

“Não foi nada combinado, mas olha como me abraçam. Acho que é fruto de um trabalho individual, de muito amor com as crianças. No caso do Saresp, o mérito é de todos, é um trabalho de formiguinha desde a educação infantil até o 5º ano. Então, acho que tem que trabalhar em equipe, cada um fazendo a sua parte, e isso temos feito na rede. E quando a gente ganha, ganham todos, mas principalmente os alunos, e quando você consegue ter essa visão, acho que você trabalha diferente, com outro olhar, olhando para cada um. E acho que a rede, com tantas mudanças, tecnologias, está tentando, de todas as formas, nos dar condições para que a gente possa cada vez mais se aperfeiçoar em tudo”, avaliou.

Mãe da menina Cecília Souza Silva, de 11 anos, que também participou do Saresp 2025 como aluna da rede municipal e agora está no 6º ano, Ana Paula Souza e Silva é de opinião que o isolamento social imposto nos dois anos da pandemia de Covid-19 causou desigualdade de aprendizado na rede municipal. “Observamos que houve um gap muito grande entre as crianças que tiveram acesso aos recursos tecnológicos para conseguir aprender naquele período e as que não tiveram. Então, tivemos crianças que se desenvolveram e outras não.”

“E aí a gente observou o cuidado de São Bernardo em olhar para essa coerência sistêmica, de fazer essa recomposição de aprendizagens dos estudantes para preencher essas lacunas que foram sendo deixadas desde a pandemia. Agora, com relação ao Saresp, acho que tem a ver com o fato de que São Bernardo tem adotado uma política com foco maior na melhoria da qualidade da aprendizagem dos estudantes. Então, saber que no Sarasp de agora recuperamos os índices da pré-pandemia é algo que nos deixa muito felizes”, pontuou.