
A Prefeitura de Ribeirão Pires, por meio da Secretaria de Saúde, realizou nesta quinta-feira (29), no Pilar Park, o 1º Fórum de Debates do Autismo – Cidades Mais Inclusivas, reunindo entidades, profissionais com longa atuação na defesa da causa, gestores públicos, educadores e representantes da sociedade civil para discutir políticas públicas e ações voltadas às pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA). Marcaram presença representantes de cidades da região do ABC, interior de São Paulo, litoral e do Rio de Janeiro.
O fórum abordou temas como o uso da cannabis medicinal no SUS com o Instituto Flor da Vida, que compartilharam experiências no atendimento a pessoas com TEA; em Ribeirão Pires, a educação inclusiva, apresentada pelo Instituto Multi Inclusão; e o debate sobre cidades inclusivas, conduzido por Osmar Bria, presidente nacional do Partido dos Autistas.
“Debater inclusão é pensar no futuro. Reunimos experiências de grandes centros, como São Paulo, e iniciativas pioneiras de Ribeirão Pires, como a implantação da primeira Clínica Pública de Cannabis Medicinal do Brasil, que mostram, na prática, como é possível avançar no atendimento, transformar discussões em ações concretas e fortalecer a saúde pública. Questões como autonomia, trabalho e o cuidado com as pessoas com TEA na ausência da família precisam ser discutidas desde agora”, afirmou o prefeito Guto Volpi.
A programação também incluiu a defesa dos direitos da criança e do adolescente no espectro autista, com o Dr. Evandro Dal Molin, presidente nacional do Marco da Criança e do Adolescente, além de reflexões sobre o autismo na vida adulta, apresentadas por Fernando Giovanelli, do Autismo BR, com foco em autonomia, trabalho e inclusão social.
A secretária municipal da pessoa com deficiência da cidade de São Paulo, Silvia Grecco, apresentou os avanços realizados na Capital e falou da importância do evento realizado pela Prefeitura. “Foi uma honra ser convidada para participar desse evento e falar sobre o TEA. É muito importante e necessário. Foram discutidas pautas para fortalecer cada vez mais políticas públicas e mostrar que pessoas com deficiência existem, precisam ser amadas e se sentirem mais incluídas”, disse Silvia.
Temas – As mesas de debates foram divididas para discutir políticas públicas em temas como saúde, educação, esporte, lazer, cultura, empregabilidade e programa sociais. As discussões foram pautadas em como o tratamento de cannabis pode beneficiar, a importância de cuidar de quem cuida das pessoas com TEA e o também o que serão deles após a partidas do seus pais ou responsáveis.
O secretário de Saúde, Clovis Volpi, destacou a importância do fórum como espaço de reflexão e construção de políticas públicas voltadas ao cuidado integral das pessoas com Transtorno do Espectro Autista.
“Este fórum é um convite para pensar no futuro e no papel do poder público no cuidado com as pessoas e com as famílias com transtorno do espectro autista. A expectativa é sensibilizar gestores e instituições para que o relacionamento humano esteja no centro das políticas públicas e para que cada um contribua com conhecimento e ações concretas”, afirmou o secretário de saúde, Clovis Volpi.
No mesmo sentido, Flávia Catanante, supervisora de ensino e ex-coordenadora da Federação das APAEs do Estado de São Paulo, ressaltou a importância do evento na busca pela inclusão. “Estamos buscando uma inclusão total, envolvendo todas as redes e segmentos. Promover espaços de debate que reúnem diferentes vozes fortalece nosso objetivo de transformar as cidades em ambientes cada vez mais inclusivos.”.

















